Constitui crime a provocação do aborto, pois transgride a lei de
Deus. Uma mãe, ou quem quer que seja, cometerá crime sempre ao tirar
a vida a uma criança antes do seu nascimento, porque isso impede uma
alma de passar pelas provas a que serviria de instrumento o corpo
que se estava formando.
"O aborto impede a reencarnação, adiando-a, porque aquele filho
que nós expulsamos, pela interrupção no corpo, voltará até nós,
quiçá, em um corpo estranho, gerado em um ato de sexualidade
irresponsável. Por uma concepção de natureza inditosa, volverá até
nós, na condição de deserdado, não raro, como um delinqüente. Os
filhos que não aceitamos no lar, penetrarão um dia em nossa casa, na
roupagem de alguém de conduta anti-social. Será o portador; talvez
de tóxicos para o nosso filho ou para a nossa filha. Aquele que
banimos do nosso regaço reaparecerá porque ele não pode ser punido
pela nossa leviandade, mas nós seremos justiçados na nossa
irreflexão, através das leis soberanas da vida." (Divaldo Franco -
Revista Espírita Allan Kardec)
No caso de risco de vida da mãe - único aborto aceito pela
Doutrina Espírita - existem duas vidas em confronto e é necessário
escolher entre o direito de dois sujeitos.
Estupro: O Espiritismo, considerando o lado transcendente
das situações humanas, estimula a mãe a levar adiante a gravidez e
até mesmo a criação daquele filho, superando o trauma do estupro,
porque aquele Espírito reencarnante terá, possivelmente um
compromisso passado com a genitora.
Feto Mal-formado: o Espírito, antes de reencarnar, escolhe
esta ou aquela prova (o nascimento em corpo defeituoso ou mesmo a
morte logo após o parto), como oportunidade de aprendizado e resgate
de erros cometidos no passado.
Vamos encontrar em "O Livro dos Espíritos", de Allan
Kardec, na questão n.º 880: "Qual é o primeiro de todos os direitos
naturais do homem?", a seguinte resposta:
"É o de viver; e é por isso que ninguém tem o direito de
atentar contra a vida do seu semelhante, nem de fazer qualquer
coisa que possa comprometer a sua existência corpórea."
Na questão n.º 358 vemos a seguinte questão: "O aborto provocado
é um crime, qualquer que seja a época da concepção?", à qual os
espíritos dão a seguinte resposta:
"Há sempre crime, no momento em que se transgride a lei de
Deus. A mãe, ou qualquer outro, cometerá sempre crime, ao tirar a
vida da criança antes do seu nascimento, porque isso é impedir a
alma de passar pelas provas de que o corpo devia ser o
instrumento."
O aborto é um acto de covardia, o filho não pode defender-se. Se
você se encontra desesperada, por ter cometido um deslize e está sem
o apoio da família ou do namorado, antes de cometer um crime, dirija-se
a um Centro Espírita mais perto de si, aí encontrará a luz que você precisa.
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