O Espiritismo
DOUTRINA ESPÍRITA
O QUE É?
A Doutrina Espírita foi codificada por Allan Kardec no século XIX, sob a orientação do Espírito da Verdade, e baseia-se na crença de um Deus eterno, imutável, imaterial, único, Todo Poderoso, soberanamente justo e bom, assim como na crença da vida após a morte, na pluralidade dos mundos e na evolução permanente do ser através da reencarnação e na comunicabilidade dos Espíritos com os homens, entre outros fatores.
FUNDAMENTOS
A Doutrina Espírita abrange três aspectos: filosófico, científico e religioso.
O filosófico questiona a vida respondendo às perguntas: "De onde viemos?",
"Quem somos?" e "Para onde vamos?". Isto é, mostra que somos Espíritos vestindo
temporariamente uma veste carnal, a qual deixamos após a morte retornando à verdadeira
pátria espiritual.
O científico é a demonstração lógica e racional entre a matéria e o Espírito e
suas conseqüências. É ainda uma Ciência de caráter específico, que possui seus
próprios métodos, uma vez que o objetivo não é a matéria mas o Espírito.
O aspecto religioso é o que nos liga à fé cristã, ensinando-nos a bondade e a
fraternidade sem distinção de raça, origem ou credo religioso.
REVELAÇÃO
"Os Espíritos do Senhor, que são as virtudes dos céus, como um imenso exército
que se movimenta, ao receber a ordem de comando, espalham-se sobre toda a face da
Terra. Semelhantes a estrelas cadentes, vêm iluminar e abrir os olhos dos cegos.
Eu vos digo, em verdade, que são chegados os tempos em que todas as coisas devem ser
restabelecidas no seu verdadeiro sentido para dissipar as trevas, confundir os
orgulhos e glorificar os justos.
As grandes vozes do céu ressoam como o toque da trombeta e os coros dos anjos
se reúnem. Homens, nós vos convidamos ao divino concerto: que vossas mãos tomem
a lira, que vossas vozes se unam, e, num hino sagrado, se estendam e vibrem, de
um extremo do Universo a outro.
Homens, irmãos amados, estamos juntos de vós. Amai-vos também uns aos outros,
e dizei, do fundo de vosso coração, fazendo a vontade do Pai que está no Céu:
"Senhor! Senhor!", e podereis entrar no Reino dos Céus."
O ESPÍRITO DA VERDADE
Prefácio de "O Evangelho Segundo o Espiritismo"
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Pequena Biografia de "Allan Kardec"
A vida de Allan Kardec pode ser contada de várias maneiras.
Para melhor compreensão de alguns aspectos, preferimos dividi-la em duas fases
distintas:
a primeira em que, desde o seu nascimento até a idade dos 50 anos,
foi conhecido por Hippolyte Léon Denizard Rivail;
e a segunda, quando se tornou espírita e passou a assinar Allan Kardec.
1ª fase:
Allan Kardec nasceu em Lyon (França), a 3 de outubro de 1804 e foi registrado sob
o nome de Hippolyte Léon Denizard Rivail.
Iniciou seus estudos na escola de Pestalozzi (em Yverdun, Suiça). A educação
transmitida por Pestalozzi marcou profundamente a vida futura do jovem Rivail.
Tornou-se educador e entusiasta do ensino, tendo sido várias vezes convidado
por Pestalozzi para assumir a direção da escola, na sua ausência. Durante 30 anos
(de 1824 a 1854), dedicou-se inteiramente ao ensino e foi autor de várias obras
didáticas, que em muito contribuíram para o progresso de educação, naquela época.
2ª fase:
Em 1855, o prof. Rivail depara, pela primeira vez, com o "fenómeno das mesas
que giravam, saltavam e corriam, em condições tais que não deixavam lugar para
qualquer dúvida".
Passa então a observar estes fenómenos; pesquisa-os cuidadosamente, graças ao seu
espírito de investigação, que sempre lhe fora peculiar, não elabora qualquer teoria
pré-concebida, mas insiste na descoberta das causas.
Aplica a estes fenómenos o método experimental com o qual já estava familiarizado
na função de educador; e, partindo dos efeitos, remonta às causas e reconhece
a autenticidade daqueles fenómenos.
Convenceu-se da existência dos espíritos e de sua comunicação com os homens.
Grande transformação se opera na vida do prof. Rivail: convencido de sua condição de
espírito encarnado, adota um nome já usado em existência anterior, no tempo dos
druidas: Allan Kardec.
De 1855 a 1869, consagrou sua existência ao Espiritismo; sob a assistência dos
Espíritos Superiores, representados pelo Espírito da Verdade, estabelece as bases
da Codificação Espírita, em seu tríplice aspecto: Filosófico, Científico
e Religioso.
Além das obras básicas da Codificação (Pentateuco Kardequiano), contribuiu com outros
livros básicos de iniciação doutrinária, como: O que é o Espiritismo,
O Espiritismo na sua mais simples expressão, Instruções práticas sobre as
manifestações espíritas e Obras Póstumas.
A estas obras junta-se a Revista Espírita, "jornal" de estudos psicológicos,
lançado a 1º de janeiro de 1858 e que esteve sob sua direção por 12 anos.
É também de sua iniciativa a fundação da Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas,
em 1º de abril de 1858 - primeira instituição regularmente constituída com o
objetivo de promover estudos que favorecessem o progresso do Espiritismo.
Assim surgiu o Espiritismo: com a ação dos Espíritos Superiores, apoiados na
maturidade moral e cultural de Allan Kardec, no papel de codificador.
Com a máxima "Fora da caridade não há salvação", procura ressaltar a igualdade
entre os homens, perante Deus, a tolerância, a liberdade de consciência e a
benevolência mútua.
E a este princípio cabe juntar outro: "Fé inabalável é aquela que pode encarar a
razão face à face, em todas as épocas da humanidade". Esclarece Allan Kardec:
"A fé raciocinada que se apóia nos fatos e na lógica, não deixa qualquer
obscuridade: crê-se, porque se tem certeza e só se está certo, quando se
compreendeu".
Denominado "o bom senso encarnado" pelo célebre astrônomo Camille Flammarion,
Allan Kardec desencarnou aos 65 anos, a 31 de março de 1869.
Em seu túmulo, no cemitério de Père Lachaise (Paris), uma inscrição sintetiza
a concepção evolucionista da Doutrina Espírita:
"Nascer, Morrer, Renascer
ainda e progredir sem cessar, tal é a lei".
Transcrito integralmente de Impresso publicado pela USE -SP
AS SUAS DUAS ENCARNAÇÕES PASSADAS
1.ª) COMO SACERDOTE DRUIDA
Segundo os historiadores, o pseudónimo Allan Kardec decorre do fato de que,
no início do seu trabalho de pesquisa sobre o Espiritismo, estando Denizard Rivail
consciente de que tudo acontecia em relação aos indivíduos, quando ainda parecia
mistério, baseava-se na Reencarnação (princípio das vidas sucessivas e
interdependentes), um Espírito lhe revelou que, desde remotas existências,
já o conhecia, pois o mesmo fora, em vida física passada no solo francês,
um DRUÍDA com o nome de ALLAN KARDEC.
Como observação, esclarecem os historiadores que o Druidismo é a religião dos
druidas, sacerdotes pagãos dos povos celtas que habitavam a Gália e a Bretanha
no período anterior ao Cristianismo, mais especificamente entre o século II a.C. e
o século II, d.C. O Druida, por sua vez, era o nome pelo qual era identificado,
entre os Celtas, importante grupo social que desempenhava variadas funções, sendo
os responsáveis por manutenção e guarda dos valores da civilização céltica.
Acrescentam ainda que os sacerdotes druidas se posicionavam contrários
"à construção de templos e à representação dos Deuses ou Espíritos".
2.ª) COMO JOÃO HUSS
João Huss nasceu em Hussinet, perto de Fichtelgebirge, na Boêmia, cerca
da fronteira bávara e do limite lingüístico entre o alemão e o checo, em 1373,
e morreu queimado na fogueira em 1415. Huss foi influenciado pelas idéias de
Wiclef (1333-1384), teólogo e reformador inglês. Wiclef desenvolveu alguns
tratados sobre o dominiun, ou seja, a idéia de que o poder vem de Deus e apenas
é legítimo naqueles que se encontram em estado de graça. As suas teses contrariavam
os interesses da Igreja católica: expressava-se contra o poderio papal, os votos
religiosos, os benefícios e riquezas do clero, as indulgências e a concepção
tradicional acerca do sacerdócio.
Huss, como professor da Universidade de Praga, distinguiu-se nas discussões mais
abstratas e no conhecimento de Aristóteles, da Bíblia e dos Santos Padres.
Como tradutor das obras de Wiclef, propagou várias teses antidogmáticas. Baseando-se
nos escritos de Wiclef, negou a necessidade de confissão auricular, atacou como
idolátrico o culto de imagens, da Virgem Maria e dos Santos e a infalibilidade
papal. Com isso, teve a ira do clero contra a sua pessoa, que após várias
admoestações acabou sendo queimado no dia 06/07/1415. Ao seu lado morreu Jerónimo
de Praga.
(Enciclopédia Luso-Brasileira de Cultura)
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Baseados na codificação de KARDEC
Adaptação e encaminhamento:
http://sendaluz.no.sapo.pt
senda_deluz@hotmail.com
 
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